sexta-feira, 29 de maio de 2009


'Eu tenho tanto pra lhe falar
Mas com palavras não sei dizer
Como é grande o meu amor por você
E não ha nada pra comparar
Para poder lhe explicar
Como é grande o meu amor por você
Nem mesmo o céu, nem as estrelas
Nem mesmo o mar e o infinito
Não é maior que o meu amor, nem mais bonito
Me desespero a procurar
Alguma forma de lhe falar
Como é grande o meu amor por você
Nunca se esqueça nem um segundo
Que eu tenho o amor maior do mundo
Como é grande o meu amor por você
Nunca se esqueça nem um segundo
Que eu tenho o amor maior do mundo
Como é grande o meu amor por você
Mas como é grande o meu amor por você'

quinta-feira, 28 de maio de 2009

nós mulheres!

nós mulheres não broxamos, não sofremos de fimose, sentar de pernas cruzadas não dói, podemos usar tanto rosa como azul, temos um dia internacional e ainda por cima temos prioridade em boate, ou em qualquer lugar! a idade não atrapalha no desempenho sexual. se somos traídas somos vítimas, se traímos eles são cornos! se resolvemos exercer profissões predominantes masculinas somos pioneiras, mas se um homem exerce profissão tipicamente feminina é bicha! enfim, fazemos tudo que um homem faz...
só que com um detalhe: DE SALTO ALTO! :)
Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo; hoje e sempre ;@

terça-feira, 26 de maio de 2009

Amigos.

'Ser amigo é quando você está pra baixo e é logo animado com uma gracinha daquela sua amiga boba que odeia te ver assim. É rir de coisas que só vocês entendem.É quando ela dorme na sua casa,ficam conversando de tudo na madrugada e vão dormir só 6hs da manhã! É matar aula pra bater perna na cidade nem que seja pra olhar a vitrine das lojas. É zoar até a morte com elas, mas defende-las da infeliz que ousar provoca-las.É voltar a ser criança e fazer guerra de travesseiro!É engordarem juntas e depois morrerem de remorso por terem comido aquele doce delicioso. As vezes apenas uma faz você se sentir amparada e feliz a qualquer hora em qualquer lugar.Aquela que ri dela mesma,de você,e com você!Aquela que se não existisse a vida não teria graça.Aquela que vai sorrir com lagrimas nos olhos quando você se casar.Aquela que vce jurou ser amiga para sempre e que considera uma irmã.Aquela que você agradece todo o dia por te-la como amiga. As melhores amizades são aquelas construidas sem razão.'

segunda-feira, 25 de maio de 2009

- te amo (l)

'Inspiração dos meus sonhos não quero acordar
Quero ficar só contigo não vou poder voar
Porque parar para refletir se o meu reflexo é você
Aprendendo uma só vida compartilhando o prazer

Porque parece que na hora eu não vou agüentar
Se eu sempre tive força e nunca parei de lutar
Como num filme no final tudo vai dar certo

Quem foi que disse que pra estar junto precisa estar perto.
Pensa em mim

Que eu tô pensando em você e me diz
O que eu quero te dizer, vem pra cá
Pra ver que juntos estamos e te falar

Mais uma vez que te amo
O tempo que passamos juntos vai ficar pra sempre

Intimidades, brincadeiras, só a gente entende
Pra quem falar que namorar é perder tempo eu digo
Há muito tempo eu não cresci o que eu cresci contigo
Juntos no balanço da rede sob o céu estrelado
Sempre acontece o tempo pára quando eu tô do seu lado
A noite chega eu fecho os olhos é você que eu vejo
Como eu queria estar contigo eu paro e faço um desejo.'

domingo, 24 de maio de 2009

Você me traz paz!


'Existe um dom natural que todos temos
nossas escolhas vão dizer pra onde iremos
mas se for pra falar de algo bom
eu sempre vou lembrar de você
difícil não lembrar do que nunca se esqueceu
fácil perceber que seu amor é meu
eu quero estar amanhã ao seu lado quando você acordar
eu quero estar amanhã sossegado e continuar a te amar
eu quero estar sempre ao seu lado, você me traz paz!'

Agora já sei.


"Duvidava, não entendia
Quando alguém me falou
Suspirava de agonia
Pra sentir esse amor

Tempo mestre de todas
Horas e dias
Passou sem ver
Te amar de verdade
Sentir saudade
Mas só de você, Só de você

Agora eu já sei
Quando falta a respiração
É a prova que um coração
Já não sabe mais
Viver sem você

Agora eu já sei
Que me falta sempre a razão
Traduzir melhor a emoção
Do que trago aqui
Bem dentro de mim."

Anjos de 4 patas.


Existem pessoas que não gostam de cães. Estas, com certeza, nunca tiveram em sua vida um amigo de quatro patas. Ou, se tiveram, nunca olharam dentro daqueles olhos para perceber quem estava ali. Um cão é um anjo que vem ao mundo ensinar amor. Quem mais pode dar amor incondicional, Amizade sem pedir nada em troca, Afeição sem esperar retorno, Proteção sem ganhar nada, Fidelidade 24 h por dia?Ah, não me venham com essa de que os pais fazem isso, Porque os pais são humanos Se irritam, se afastam. Um cão não se afasta mesmo quando você o agride, Ele retorna cabisbaixo, pedindo desculpas por algo que talvez não fez Lambendo suas mãos a suplicar perdão. Alguns anjos não possuem asas, Possuem quatro patas, um corpo peludo, nariz de bolinha, orelhas de atenção, olhar de aflição e carência. Apesar dessa aparência, São tão anjos quanto os outros (aqueles com asas) e se dedicam aos seus humanos tanto quanto qualquer anjo costuma dedicar-se. Que bom seria se todos os humanos pudessem ver a humanidade perfeita de um cão!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

É você, só você.

Ele, é o responsável por tantos momentos de alegria na minha vida, por fazer com que minha vida tenha mais sentido, com que minha vida seja mais bonita. Enquando muitos achavam que não daria certo, que não duraria muito tempo, nosso amor provou a todos que era possivel, que o amor não tem idade, e que o casal perfeito pode surgir de formas inesperadas. Um amor tão puro, tão perfeito, que poucos teram um igual, é tanta cumplicidade, tanta fidelidade, amor, companherismo, uma união de sentimentos tão perfeita que nem a gente consegue explicar, só sentimos. Esse um ano de namoro me faz acreditar que esse nosso amor é pra muito tempo (e que dure pra sempre). Parace até besteira achar um um amor pode durar pra sempre, quando hoje em dia o amor é um sentimento tão banalizado, mais eu sei o que eu sinto, e sinto que sinto é amor, amor de verdade. Amor que faz meu coração bater mais forte quando te vejo, que com um beijo o tempo para, parece que vou flutuar, amor que me faz sorrir mesmo com TPM braba. Amor que me faz perder o chão, e quando brigamos parece que o teto vai cair sobre minha cabeça. Sei que não somos iguais, temos nossas diferenças assim como temos muitas coisas em comum, cada um tem sua maneira de ver as coisas, cada um com seu jeito de amar, jeitos que talvez nem sempre agrada um ao outro, mais aprendi que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode. O amor pode se manifestar de varias formas, é o sentimento mais inexplicável, talvez o mais simples de todos, mas nem sempre o mais fácil de se lidar. Você me faz muito feliz (espero fazer você muito feliz também), nunca me deixe, não erre comigo. Já construimos muitas coisas juntos, e eu quero MUITO MAAAAAAIS.

- eu te amo muito, MUITO MESMO meu amor!

Mãe, mainha.

'Mãe, obrigado por, quem sou. Obrigado por todas as coisas que não sou. Perdoe-me pelas palavras não ditas, pelas vezes que esqueci. Lembre-se, durante toda minha vida você me mostrou amor, você se sacrificou. Pense naqueles dias anteriores, como eu mudei pelo caminho. E eu sei que você acreditou, que você tinha sonhos. E me desculpe por ter levado todo esse tempo para perceber, que estou onde estou por causa da sua verdade. E eu sinto a sua falta, sinto a sua falta. Mamãe, desculpe-me pelas vezes que você chorou. Perdoe-me por não ter feito certo. Todas as tempestades que possa ter causado. Estive errada, seque seus olhos... Mamãe, espero que isto a faça sorrir. Espero que você esteja feliz com a minha vida. Em paz com todas as escolhas que fiz. Pois sei que você acreditou em todos os meus sonhos.'

E eu devo tudo a você, mãe.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O Mundo sem eles. (Parte 2)


Quando abri os olhos eu não tinha tanta certeza se o que havia acontecido fazia parte dos meus sonhos ou da minha vida desperta. Por um momento toda aquela claridade atravessando as grandes janelas de vidro lembraram-me o meu quarto. O fato é que eu jamais encontraria um tapete em tom café sobre um piso de mogno em meu apartamento.
Estava vestida, intocada, o escarpin junto a cama e minhas jóias sobre a mesa de cabeceira. Lembrei-me daquele rosto... Ainda que conservasse evidentes características femininas, era inconfundivelmente o rosto de um homem. Mon Dieu! Onde eu estava?
Levantei-me com cuidado, levemente tonta. Provavelmente dopada com alguma droga. Olhei ao meu redor. Era um quarto espaçoso, talvez maior que o meu próprio. Não saberia como definir o estilo daquele lugar... Era escuro, apesar da luz abundante. Clássico, alternando entre cores marrom e bordeaux. O sofá era revestido em couro. De repente, eu compreendi que aquele quarto pertencia a um homem. Teria debochado da previsibilidade não fosse a situação crítica em que me encontrava. Precisava fugir daquele lugar.
Aproximei-me da janela, e como previ estava no primeiro andar de uma casa. Havia macieiras ao redor. A propriedade se prolongava por pelo menos um quilômetro até alcançar o portão principal. As chances de sair despercebida eram poucas.
Passos na escada. Estavam subindo, certamente para este quarto. O único pensamento que me veio a cabeça naquele instante era claro: subir no meu escarpin. A princípio uma idéia tola, incabível. Mas não se pode subestimar o poder de um salto, principalmente quando são agudos o suficiente para funcionar como uma arma.
Da porta inrromperam tres homens. O da ponta direita, reconheci, era o mesmo que havia me sequestrado. A ferida no rosto dele me lembrou o golpe inutil que tentei realizar com o meu salto para impedi-lo de agarrar-me. Estavam vestindo uma roupa formal, algo como um terno para homens; o do meio usava calças razoavelmente justas, cor escura, e uma blusa da mesma cor. Mas a roupa que ele usava era absolutamente irrelevante. Estava mais fraca do que deveria estar, meu coração batendo mais rápido do que o normal. Visivelmente descontrolada. O que era isso?
Os homens de terno permaneceram do lado de fora do quarto e a porta havia sido fechada. Estávamos somente eu e aquele homem. Maxilar largo como os ombros, cabelos claros propositalmente desarrumados, 1,80 no mínimo e olhos castanhos iconfundivelmente esverdeados. Algo em mim parecia estar acordando... uma sensação inconcebível que me percorria a galopes.
- Meu nome é Jean-luc Ghesquière. Minha família é mais antiga que a sua, e pertenço a uma linhagem rara de homens. - a voz grave e limpa reverberava nos meus ouvidos com estranheza e prazer. Isso tinha que parar.
- Ghesquière. Nunca ouvi falar... Mas eu sei que vou sair daqui e perseguir essa sua familiazinha sem importância até que todos vocês sejam exterminados - dei um passo a frente com toda a coragem que conseguia reunir - Entendeu?
Ele sorriu debochando.
- Você compreende que eu sou várias vezes mais forte que você e que posso imibilizá-la se eu quiser? - desafiou
- Tenta! - sempre fui impulsiva no limite da imprudência.
Antes que pudesse dar um passo para trás Jean-luc agarrou meus pulsos fazendo-me girar e perder o equilíbrio. Naquela fração de segundos eu tinha ido parar de costas junto ao corpo dele. As mãos fortes e dedos grossos, típica daquela estirpe, agarrava-me enlaçando a minha cintura junto a dele e imobilzando meus braços. Aquele corpo quente me enfraquecia. A respiração mais rápida junto a mim era como um veneno que convertia a minha carne fraca. Ele aproximou o rosto junto ao meu roçando a barba por fazer sobre a minha pele enrubescida. E naquele instante percebi, profundamente aterrorizada e com arrepios provocando o meu corpo, que eu estava subjugada àquele sentimento.
- Eu sei que você gosta. - ele suspirou no meu ouvido. - Você não pode lutar contra a natureza.
Abri os olhos (que para a minha completa vergonha estavam revirando-se) e lutei. Enfiei a ponta do meu salto no pé dele e com força atingi as costelas com o cotovelo. Ele encurvou-se e pude me desvenciliar. A única alternativa era correr, por mais que isso fosse de encontro às minhas convicções de sempre lutar e nunca fugir. Mas esta era uma situação extraordinária, não havia como lutar porque eu mesma não queria lutar... disso eu precisava fugir.
Passei como um raio pelos dois homens na porta e desci as escadas logo a frente o mais rápido que pude, o vestido muito justo me atrapalhava. Cheguei ao saguão da casa e só consegui perceber as duas grandes portas de madeira que me levariam a saída. Escutava os passos apressados no andar de cima e logo atras de mim. Larguei o meu escarpin com profundo pesar e corri. Abri as portas...
Na minha frente descia uma grande escada de poucos degraus esculpida em mármore de carrara. Uma raridade que teria apreciado com prazer. Corri o mais depressa que pude seguindo um caminho aberto no meio das árvores logo a frente. Jean-luc estava no meu encalço, sozinho, como se soubesse que me apanharia facilmente. A raiva que eu sentia naquele momento estimulava minhas pernas, mas eu nao aguentaria por muito tempo.
Aquilo era rídiculo. Estava sendo caçada como uma presa para ser degustada depois de morta. Minha superioridade estava sendo afrontada. Como eu vou conseguir passar pelos portões?
- É inútil correr Olivia! - meu Deus a voz dele estava logo al...
O peso do corpo de Jean-luc derrubou-me. Estava perdida.
Ele me prendeu ao chão segurando-me os pulsos. O corpo dele pesava sobre mim, domando-me, mas isso não importava. Minhas pernas se abriram para ele como que por um instinto que neguei durante toda a minha vida. Jean-luc beijou-me na boca como se nossos corpos estivessem ávidos para tornarem-se um só. O calor dos lábios dele entorpeciam o meu corpo agora hipersensível ao menor toque. Rasgou-me o vestido afundando-se nos meus seios desnudos... A lingua dele viajava o meu corpo fazendo-me gemer de prazer... tudo tão intenso que nem a iminencia da morte poderia me interessar. Aquela pequena floresta ao nosso redor testemunhava o enlace sagrado da qual a privamos por tantos anos, contrariando as forças da natureza.
Ele tirou a camisa deixando mostrar os músculos definidos que a roupa não deixava ver. O tórax, os braços, a barriga... Aquele corpo suado que jamais toquei excitava-me até a alma. Tirou as calças com rapidez e ali pude sentir o corpo dele completamente sobre mim. Os beijos no pescoço que me arrepiava eram traduzidos nas marcas de unha que fincava nas costas dele. Jean-luc forçou-se sobre meu corpo selando o ato. Ele estava dentro de mim no máximo de união entre dois corpos. O movimento se tornava frenético e o prazer que me consumia era tão grande que por um momento achei que fosse morrer. A essa altura eu gritava com a vontade de te-lo cada vez mais dentro de mim. Estávamos os dois como animais selvagens sob as árvores.
Estava louca. Louca pela pele de Jean-luc... Naquela proximidade tão estreita que um era o outro e o outro não sabia onde terminava. Corações palpitando num mesmo ritmo, pulsando uma música antiga que era mais linda que já ouvi um dia. As mãos se tocando fazendo fluir a corrente represada de desejo, vida e glória. Meu sangue reverberando com maior intensidade berrando o grito que em todos os cantos do corpo era ouvido. As bocas unidas numa fome voraz de um pelo outro, como se finalmente tudo pudesse ser eterna e indestrutivelmente unido. O que deveras acontecia ali, quando tudo era só pele e finalmente um continha e o outro era contido. E aos poucos, Jean-luc foi suavizando os movimentos e ambos cansados, adormecemos sob o dossel verde das macieiras, douradas com a luz do sol ainda nas primeiras horas.
Quando acordei Jean-luc estava do meu lado olhando para mim. Fiquei envergonhada. Estava envergonhada de tudo. De estar nua naquele chão, de ter cedido, de ter negado tudo aquilo pelo qual defendi a minha vida inteira. Tudo por causa daquele homem que arrebatou-me inteira. Estava nauseada com todo aquele episódio insólito. Mas estava surpresa de, mesmo assim, depois da hipnose a qual estive submetida, ainda tinha vontade de perder-me no verde dos olhos de Jean-luc. O sorriso com que ele me presenteava afetava-me num efeito bestificante que me fez sorrir também, por nada.
- O que você prentende com isso tudo? - perguntei sem querer escutar a resposta. Senti como se tivesse retrocedido no tempo, na época em que as mulheres gastavam suas lágrimas com as incapacidades masculinas. Quando amarguravam em ser usadas e jogadas fora. E ali estava eu, uma mulher fragilizada diante de um homem.
- O que eu pretendo? - ele sorriu fechando os olhos e tornando a abri-los logo depois. - Eu pretendo convencer todas as mulheres do mundo a desistirem dessa bobagem de um mundo só delas.
- E como pretende fazer isso... Jean-luc? - esforçava-me para falar. Sentia dentro de mim, anos de lágrimas não choradas. O ressentimento de ser desprezada era particularmente doloroso, mais do que qualquer dor que possa ter sentido. Como as mulheres conviviam com isto? Como admitiam ser relegadas de lado?
- Mas isso não quer dizer que eu tenha que agarrar todas elas no meio das árvores - disse ele zombando da minha visível angústia.
- Eu sempre fui uma mulher independente. Não estou acostumada com isso. Eu não sei o que fazer, o que dizer. Só sei que... - olhei pra ele com incerteza. Se dissesse que queria ele junto a mim corria o risco de ser rejeitada.
- Diga - ele estava sério agora.
- Só sei que... E eu não sei como isso pode acontecer, uma vez que nós nos conhecemos há apenas algumas horas... - estava perdida, sem chão, com vontade de chorar, eu não me reconhecia mais. Era como se eu estivesse renascendo de dentro de mim. - Eu só sei que agora, eu não poderia mais viver sem você.
Pronto. Afundei meu ego sob os pés dele. A resposta dele poderia ser a minha sentença de morte.
- Quem diria que um dia, Olivia Rubenstein, senhora absoluta de si e do mundo, estaria se entregando justo a um homem... - disse ele com o sorriso saindo pelo canto da boca.
- Não torne isto mais dificil do que já é, Jean-luc. - disse sentando-me sobre a blusa dele que estava embaixo de mim. Ele me beijou no pescoço.
- Eu sou homem, mas saiba que isto não significa que eu vou abandoná-la justo quando você se apaixonou por mim.
Nos abraçamos, eu aliviada. Questionei-me como pude viver sem a segurança que aqueles braços me inspiravam. Afinal, talvez os homens não fossem os monstros que as mulheres antes de mim, e as antes delas, sempre pregaram. Talvez existisse neles algo que nos falta e que, por consequencia, nos completa. Então mesmo que nós lutássemos contra as faltas de uns, não poderíamos viver para sempre sem as virtudes de outros. Embora encontrássemos umas nas outras a compreensão que eles não têm de nós, elas, por outro lado, saberiam demais.
Quem sabe nós precisamos apenas de alguém que complete a frase que começamos, e sem querer. Que seja, despropositadamente, a união de tudo o que mais amamos e odiamos. Alguém que seja o conflito antológico de amor e ódio e que, por isso, não cai no tédio. Quem sabe eu precise de alguém que seja tudo que eu procurei, e por acidente!
Eu achei em Jean-luc.
No fim das contas o problema não é mesmo os homens... quem diria! O fato é que nós esperamos que os outros sejam o que nós queremos que sejam. E insistimos repetidas vezes em transformar as pessoas em outras que elas jamais serão. Então como se dizia por aí, há muito tempo atras...se não tem remédio, remediado está! Espero que todas as mulheres do mundo possam compreender que tudo não é só uma questão de procurar, e sim de encontrar naquilo que você já achou.
Meu nome é Olivia Rubenstein, e estou perdidamente apaixonada pela pessoa mais incrível que conheci e cujo maior defeito é, também, sua grande qualidade: é um homem.

O Mundo sem eles.



Dia de ressaca. A claridade me impele a levantar da cama. Abro os olhos com a dificuldade de quem dormiu duas horas e uma garrafa de vinho...
08:22. Atrasada, como de costume.

(espelho do banheiro)
Nasci num mundo de mulheres onde homens são raros, velhos ou já morreram. Desde o século passado quando a ciência foi capaz de sintetizar espermatozóides em laboratório, os homens se tornaram irrelevantes. Eles, na verdade, sempre atrapalharam.
Enquanto dominou, o ego masculino somente construiu guerras, desgraça e morte. As mulheres eram obrigadas a conviver com as incapacidades e deficiencias masculinas. Traição, agressividade, luxuria. Eles sempre foram o lado mais animal da espécie. Divididos entre o orgulho e o ego, eram eles por trás do crime, matando, assaltando, espancando, estuprando. As mulheres perceberam que, afinal, um mundo delas pudesse ser a chance de reerguer um lugar condenado a destruição.
Em 2070 menos de um terço da população mundial era masculina. Mulheres reproduziam-se por si mesmas, e com o auxílio da engenharia genética passaram a dar a luz somente ao sexo feminino. Naquele ano os homens uniram-se contra a ordem vigente usando daquilo que, achavam, os levaria a vitória: a força.
Foram rechaçados.
Os cargos mais importantes da política já nos pertencia e nós tomavamos as decisões que nos era apropriada. Ora, a nossa revolução já havia começado muito antes dos homens imaginarem, ali na sua inteligência super focada. Vai ver esse era o problema. Eles não enxergavam além dos seus próprios objetivos. Não fomos feitas para constituir um exército, e por essa razão a nossa batalha é invisível aos olhos.
Hoje, o mundo pertenece a nós, as mulheres. Discípulas da beleza, do amor e da prosperidade. E aqui, onde o belo e a sensibilidade são os pilares, eu sou rainha.
Meu nome é Olivia Rubenstein. Tenho 47 anos. Sou acionista majoritária de um dos maiores centros de estética do mundo, a Willendorf. Há cinco anos venho desenvolvendo uma linha de cosméticos que combatem os radicais livres do corpo, responsáveis pelo envelhecimento. Este ano chegamos ao resultado esperado. Triplicamos os cofres da empresa... bem como o espaço do meu closet.
Montada num salto quinze e dentro de um vestido-desejo, fito-me mais uma vez no espelho do hall de entrada, antes de sair. Moro num duplex na cobertura do metro quadrado mais caro da cidade e a revolução da industria de cosméticos permite que eu seja exatamente a mulher que aparenta metade da idade. Jovem, rica e loira. Quem precisa de um homem nos dias de hoje?
Entro no banco de trás do carro. Uma mulher na direção.
- Para a Willendorf, por favor. Mas antes eu preciso de um café ou minha cabeça vai explodir.
- No mesmo lugar senhora?
- Sim querida, vamos logo.
Viramos na rua principal, já barulhenta a essa hora.
09:03
Bom, eu que estou duas horas atrasada.
Fecho os olhos enquanto o carro anda devagar enfrentando um suave engarrafamento. O som é inconfundível. Um sinfonia de salto agulha batendo nas calçadas. Centenas deles nos pés de mulheres de todo o tipo. Todas montadas num mundo superior, 15 centímetros acima, como eu. Olho para aquela selva de leoas com garras escarlate e presas de porcelana. Sacerdotisas do consumo. Se nós temos um defeito, bem, ele será o consumismo. Mas quem liga pra isso? Vivemos num mundo de prosperidade. Grandes mulheres estão a frente de grandes nações. Eficiencia, diplomacia e agilidade são qualidades com as quais nascemos. E é por essa razão que, de pouco, os homens estão próximos da extinção.
- Chegamos senhora.
- Estacione ali, perto da entrada, saio em 10 min.
Coloco os oculos escuros e desço do carro. Caminho com o poder que somente um escarpin e um bandage dress pode dar a uma mulher. Percebo que estou sendo olhada, despida. Nós mulheres somos melhores em tudo, até no sexo... Quem, senão outra mulher saberia o ponto exato onde tocar os dedos e colocar a lingua para causar uma incontrolável erupção de prazer? Sorrio comigo mesma.
Paguei o meu frapuccino a uma atendente muito enjoadinha precisada de maquiagem. Esbarrei na saída com uma velha conhecida.
- Julien! Que surpresa encontrá-la por aqui, onde está Meredith? Faz séculos que não nos encontramos, preciso conversar sobre a minha nova linha de produtos! - disse cumprimentando aquela mulher dona dos olhos mais negros que já presenciei.
- Ah, você não soube? Meredith e eu não estamos mais juntas, mas estou feliz com isso - disse ela num tom desagradável.
- Perdoe-me Julien, eu não sabia... Ah, ligue pra mim se precisar de alguma coisa sim querida? Agora eu preciso ir, elas estão me esperando. - disse virando-me para fugir daquela mulher.
- Você é mesmo uma Rubenstein, Olivia. Sempre colocando o trabalho em primeiro lugar não? - alfinetou Julien.
- Oh Julien, por favor... Você sabe que não é bem assim. Hoje, por exemplo, estou com uma ressaca terrible! - dissimulei
- Aposto que bebeu sozinha, acertei?
- Bom, agora tenho mesmo que ir Julien, até algum dia.
Há de se convir que algumas vezes viver entre mulheres é como caminhar sobre ovos usando um par de escarpin. Você sabe que inevitalvelmente vai quebrá-los, o importante é não escorregar. Ou seja, nunca se exalte, sorria sempre e mude de assunto. Fazer inimigas estrogenadas não é a melhor opção.
Volto para o carro.
- Vamos o mais rápido possível querida! Ande!
- Sim senhora. - respondeu uma voz grave.
- O que você disse? - perguntei confusa. O que tinha na voz daquela mulher?
- Eu disse... Sim, senhora.
A sensação de que o mundo estava girando veio associada ao enjoo que não era da ressaca. De alguma forma aquela voz me dava arrepios e até evocava alguma coisa dentro de mim que eu não conhecia. Seria possível?
- O que... O que aconteceu com sua voz, querida? - perguntei com a glote fechando.
As travas do carro foram acionadas.
- Mas o que é isso? Abra isso agora!
Os movimentos que se sequenciaram logo após, chegaram a minha mente como um filme em camera lenta. Uma mão grande arrancou os próprios cabelos da cabeça deixando mostrar uma cabeça raspada... sem cabelos. Aquilo olhou para trás e ali pude entrever os traços do rosto... Impossível!
O sangue pulsava em minhas veias doloridamente chamando os membros do meu corpo a reagirem. Mas o pânico me paralisava. Não conseguia pensar em nada senão o fato de que ali, na minha frente estava...
Pela primeira vez em toda a minha vida, eu estava olhando nos olhos de...
Um homem.

(CONTINUA)

- Viver é devolver sorrisos..



..é correr atrás dos sonhos; é buscar o entendimento das coisas; é ser sempre da paz; viver é ser verdadeiro com quem se ama; é constantemente redescobrir as coisas belas da vida; aproveitar do tempo cada pequeno momento de prazer. E uma coisa é certa : o final não existe, tudo é um eterno recomeço!




Amizade & Amor.


Falamos tanto em amor, amizade e as vezes nem sabemos o que isso significa. A amizade e o amor são sentimentos contruidos em cima de confiança, fidelidade, carinho, respeito, coisas que hoje em dia são banalizadas, não dizemos que alguém é nosso amigo pelo simples fato de estar no nosso convivio diário, amigo é aquele que está do seu lado no momento em que todos se afastam, os momentos tristes, momentos esses que nem sempre podemos contar com a pessoa que tanto gostamos. Como se diz: "amigo não é aquele que nos enxuga as lágrimas, mais sim, aquele que não as deixa cair". E o amor, o amor é contruido com a mesma base da amizade, com verdade, carinho, que nos aceita como somos (sem tirar nem por), que conheçe nossos defeitos e ainda sim nos ama, e não aquele amor quie machuca que entristece. Hoje o amor é tão banalizado que a paravra EU TE AMO que antes era dita com tanta verdade, hoje é como se fosse um Bom dia, que as pessoa dizem a todos.





Ideologia, eu quero uma pra viver.

'Meu partido
É um coração partido
E as ilusões estão todas perdidas
Os meus sonhos foram todos vendidos
Tão barato que eu nem acredito
Eu nem acredito
Que aquele garoto que ia mudar o mundo
(Mudar o mundo)
Frequenta agora as festas do "Grand Monde"
Meus heróis morreram de overdose
Meus inimigos estão no poder
Ideologia
Eu quero uma pra viver
Ideologia
Eu quero uma pra viver
O meu prazer
Agora é risco de vida
Meu sex and drugs não tem nenhum rock 'n' roll
Eu vou pagar a conta do analista
Pra nunca mais ter que saber quem eu sou
Pois aquele garoto que ia mudar o mundo
(Mudar o mundo)
Agora assiste a tudo em cima do muro
Meus heróis morreram de overdose
Meus inimigos estão no poder
Ideologia
Eu quero uma pra viver
Ideologia
Eu quero uma pra viver'

(Cazuza)